Caso da Ariranha Princesa

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero mustelídeo de hábitos diurnos e sociável, encontrado na América do sul, pantanal e bacia do rio amazonas. Habitam rios de aguas lentas, riachos e pântanos. Seu nome é originário do tupi-guarani e significa “Onça-dágua”. Podem ultrapassar os dois metros de comprimento e a cauda chegar a um metro. Os dedos são unidos por membranas interdigitais para auxiliar na natação e quando precisam de maior agilidade, fazem movimentos ondulatórios com a cauda durante o nado e usam os pés para dar a direção. Devido ao desmatamento, destruição de seu habitat e poluição das águas, inclusive afetando a vida de peixes que são a fonte de alimento das ariranhas (principalmente piranhas e traíras), hoje é um animal em perigo de extinção.

A Princesa é uma fêmea de ariranha de 16 anos. Ela passou por uma avaliação geral, após apresentar quadros de diarreia, vômito e perda de peso. A equipe de médicos veterinários do PZMQB (Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros) realizou o tratamento suporte que resultou a melhora do quadro clínico. Agora ela passa por avaliação geral, realizada com a parceria da Equipe Safari. Todo suporte necessário para a sua saúde e bem estar.

Animais mantidos em cativeiro necessitam passar por check-ups periódicos para uma completa avaliação clínica e exames complementares. Porem, para a realização desses procedimentos, se faz necessária uma imobilização química do animal e em casos de procedimentos mais longos, a anestesia geral destes. A Princesa foi submetida à contenção química e posteriormente anestesia geral inalatória para a realização de coleta de sanguínea, de urina e fezes, procedimentos odontológicos, ultrassonografia abdominal, ecocardiograma e radiográfica torácica. A anestesia permitiu que esses procedimentos fossem realizados com sucesso e segurança para o animal e toda a equipe envolvida. Existem particularidades respiratórias na anestesia de mamíferos aquáticos e marinhos, portanto requer preparo especial.

Muitos carnívoros de cativeiro têm o hábito de roer coisas em seu recinto, o que gera desgastes dos dentes, perda de estruturas como o esmalte, fragiliza o dente, predispõe a fratura e gera a dor. Uma boa alternativa para evitar essa síndrome é o uso das RMFs (Restaurações Metálicas Fundidas). Esta ariranha passou pelas etapas de preparo dentário, moldagem com silicone de adição, confecção do modelo em gesso, confecção da prótese em níquel-cromo e, finalmente cimentação das próteses sobre os elementos dentários. Proporcionando saúde e o fim das dores à Princesa.

Conte com a Equipe Safari para atendimento e consultoria especializada.

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